A MULHER NO PODER
Jorge Portugal em seu livro”- Se escola fosse estádio e educação fosse copa” nos traz um belíssima crônica que servirá para uma boa reflexão.
Se me entregassem o mundo presente, eu repassaria imediatamente às mãos de uma mulher. Qualquer uma: branca, negra, amarela, pele vermelha .Assim fazendo estaria libertando o planeta de milhares de anos de domínio macho, desde quando a predisposição à caça o aparelhou também para oprimir, subjugar, perseguir tudo aquilo que estivesse na mira de sua arma , ou à margem do seu coração .
O macho , desde cedo, projetou um mundo dividido, com territórios demarcados, elevando à máxima altura o valor gramatical dos pronomes possessivos de primeira pessoa: meu, minha, meus minhas. Com isso, dedicou-se , pelo resto da história , a usurpar o que estivesse na órbita das outras pessoas. Deu no que deu. Este mundo que nós temos, e no qual somos obrigados a viver, é o mundo dos homens , da imposição fálica e do medo geral.
Não repassaria este mundo a uma mulher , apoiado simplesmente nos estereótipo e mitos que se criaram á sua imagem: sexo frágil, alma delicada, sensibilidade rara e outras artimanhas que os próprios homens inventaram para mantê-las longe do poder .
Não entregaria o mundo à “Amélia , nem às mulheres de Atenas”
Entregá-lo-ia ás donas –de- casa de família pobre , economistas e administradoras supremas de uma universidade que faz prova todo dia: matemáticas perspicazes que projetam o quase nada no desdobramento de um mês que parece nunca acabar.
Entregá-lo-ia a todas as mães , de cujas mãos a violência arrancou um filho, tingindo-lhe repentinamente os cabelos de indignação e dor.estas também saberiam aplainar o caminho da paz , porque o sofrimento é o grande arado da sabedoria...
E mais adiante ele diz : A partir de então , iria viver em um mundo muito mais feliz do que aquele que comandei por todos esses anos.
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