16 de abril de 2012

AINDA É TEMPO


ATRITOS – QUEM NÃO OS TEM?

Organizando uns papeis encontrei um texto de Roberto Crema  que me levou a pensar.
Ninguém muda ninguém: ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo , preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos  impactados pela ideia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheia de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir  um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência forma tosca, pontiaguda  amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que , no contato com elas , me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me  em alguém melhor, mais suave , mais harmônico mais integrado.
Após esta reflexão bendigo  a Deus os atritos que já experimentei e  mais  valor a eles, darei.  

Nenhum comentário:

Arquivo do blog