1 de maio de 2012

AINDA É TEMPO

QUAIS AS NOSSAS MAIORES DIFICULDADES?

Estávamos numa rodada de amigos e conversa vai, conversa vem, falou-se de nossas maiores dificuldades.
Dificuldades não materiais, mas aquelas que são indispensáveis para vivermos em comunidade, para ter bons relacionamentos em nosso trabalho e, sobretudo para conseguirmos paz e equilíbrio nas relações cotidianas.
A conversa adquiriu um rumo construtivo, pois cada um ia falando sinceramente de suas dificuldades.
Recordo-me o depoimento do Mauro quando testemunhou que era muito difícil viver, porque ele tinha um temperamento forte e um orgulho doentio.
Mesmo vivendo tão péssima experiência e muitas confusões não conseguiam libertar-se daquele defeito que o empobrecia a cada dia.
Antônio era um tipo sanguíneo e por isso carregava cicatrizes no rosto por causa de muitas confusões na juventude.
Não aceitava críticas e tinha pavio curto.
Bastava algum comentário ou mesmo algum olhar reprovador para exaltar-se.
Em nosso grupo freqüentava o José. Muito tímido, falava pouco e percebia-se seus complexos.
Dessa feita ele abriu a alma e confessou: minha maior dificuldade é esse sentimento de inferioridade que carrego.
Sempre me acho menor e pior que os outros.
Nunca consigo enxergar qualidades em mim.
Faltava apenas o Alex pronunciar-se.Apesar de ficarmos em silêncio esperando suas revelações, manteve-se calado e negou-se a mostrar qualquer dificuldade que pudesse ter.
Ficamos admirados, pois ali estava um papo de amigos, cartas na mesa e só queríamos nos ajudar mutuamente.
De repente Alex caiu num choro convulsivo.
Ficamos todos admirados e sem ação.
Afinal, um grupo de marmanjos que não estava acostumado a abraços e acalentos vivia uma momento decisivo.
Foi então que a amizade falou mais alta!
Abraçamos aquele rapaz como se fosse uma criança, mas não conseguimos até hoje saber por que ele chorava.
Assim é a vida.
Todos temos dificuldades. Felizes os que sabem revela-las...
Pense nisso. 

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